terça-feira, 10 de abril de 2012

Professor de sociologia discute secularização e modernidade – Parte 3

            Continuamos a apresentar trechos de uma entrevista com o sociólogo da religião, o espanhol José Casanova. A entrevista foi concedida para o repórter Rodrigo Cardoso e está publicada na edição de número 2.210 da revista Isto É, do dia 21 de março de 2012.
             Para estar antenado à modernidade é preciso ser secular?
Extraída de Google Imagens
            Na Europa se pensava que a secularidade era um estágio superior à religião. Abandonar uma religião era simplesmente uma condição natural humana. Então, lá, ser secular é considerado algo natural, e ter religião é tido como artificial. Historicamente, o homem amadurecia tornava-se mais sábio, mais livre e via a religião como algo desnecessário. Essa ideia muito europeia nunca pegou nos Estados Unidos. Os americanos relacionaram sua experiência de modernidade ao renascimento religioso. A religião aparece como uma afirmação da identidade americana sobre o colonialismo do Ocidente. Lá, estamos condenados a ser livres, mas também a renascer religiosamente.