segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

Anencefalia e o direito da mulher


Paralisar a gestação de feto anencéfalo é uma decisão polêmica porque envolve ciência, religião e opinião pública. A criança que possui anencefalia morre logo após o nascimento. Existem casos, excepcionais, onde a criança consegue sobreviver cerca de 4 meses. A morte é causada pela falta do crânio, já que o cérebro exposto não tem proteção.
A bacharel em Direito, Célia Maria Alves Galrão defende o procedimento de interrupção da gravidez anencéfala. “O parto pode durar, em média, 14 horas, também a eclâmpsia e a hemorragia intensa são problemas frequentes nesses casos. Acho que esse tipo de gravidez causa sofrimento físico e psicológico para a gestante”, explica. Nos setores religiosos, a interrupção de gravidez anencéfala não é aceita, por exemplo, pelo Catolicismo e Espiritismo.
Em abril de 2012, os Ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) Ricardo Lewandowski e César Peluso votaram contra o direito das mulheres em realizar a interrupção. Após contagem de todos os votos, a maioria na corte decidiu descriminalizar o ato.
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"A defesa da vida é cláusula pétrea para nós. Mas temos de lembrar que nem por isso temos de transformar a defesa da vida num dogma. É preciso levar em conta a saúde das pessoas, tanto do ponto de vista físico quanto espiritual", revela o Reverendo Francisco de Assis da Silva. LEIA MAIS...