sábado, 28 de junho de 2014

Entrevista

     Ela é Diretora Executiva da Coordenadoria Ecumênica de Serviço (CESE) desde o primeiro semestre deste ano. Estamos falando de Sônia Gomes Mota, teóloga, educadora e Presbítera da Igreja Presbiteriana Unida do Brasil (IPU). Acompanhe trechos de uma entrevista concedida durante a abertura da Semana de Oração pela Unidade Cristã. 


Foto: Osvaldo Junior 
     Qual a sensação de fazer parte de uma igreja que anda na contramão da teologia da prosperidade e da figura de um Jesus que sempre dá a vitória?
     "Eu e minha igreja cremos que Deus quer vida digna e abundante para todas as pessoas. Isso inclui saúde, trabalho digno e até "prosperidade". O amor nos constrange a que busquemos essa vida para todos. Mas também creio que Deus não se deixa manipular por nossos desejos, paixöes, ofertas ou ritos. Ele näo é marionete na mäo de especialistas da religiäo que pensam poder distribuir, a seu critério, as "bêncäos" divinas. Além disso, a chamada "teologia da prosperidade" näo consegue realmente conviver com a realidade do fracasso, sofrimento e doença. Para ela, todo o insucesso é coisa do demônio ou resultado da falta de fé ou de disposicäo de doar humanas. Esse pensamento é discriminatório e excludente. Exclui do amor de Deus todas as pessoas com deficiência, com problemas de saúde e de dinheiro; exclui os que sofrem perseguicäo, os famintos, sedentos, sem teto, etc. A minha igreja crê que Jesus caminha ao lado dos que sofrem e os ajuda em seu sofrimento. Este é o verdadeiro milagre."