sábado, 25 de abril de 2015

Opinião: Denominolatria

http://kdimagens.com/imagem/respeite-a-opiniao-dos-outros-como-gostaria-que-respeitassem-a-tua-701

Faz pouco mais de um mês que recebi a visita de dois missionários, os quais pediram um instante de meu tempo para me comunicarem sua mensagem. Começaram perguntando-me se eu sabia a distinção entre reforma e restauração. A primeira, segundo eles, consiste em consertar algo, inclusive realizando modificações; a segunda, por sua vez, significa recuperar a originalidade de algo. Daí, eles se definiram como anunciadores da restauração do projeto de Deus, que se encontra corrompido em todas as religiões e, consequentemente, definiram sua igreja como a única verdadeira.
Posicionei-me na contramão da mensagem, argumentando a partir do diamante como metáfora da verdade, posto que um mesmo diamante possui várias faces, da mesma forma que a verdade, embora única, possua muitas perspectivas. Assim como uma face do diamante não exclui a outra, uma perspectiva da verdade não exclui as demais.
Concluí dizendo que Deus é amplo demais para ser caber nos paradigmas de uma única denominação, ao que fui retrucado, “não existem duas verdades ou meias-verdades, ou uma igreja é a verdade ou ela não é a igreja certa!”, disseram. Quando perguntado se eu aceitaria uma nova visita, recusei-me, explicando que eles me trazem a resposta para uma pergunta que não me faço, “qual é a igreja certa?”
Bem, o mal do século é a denominolatria, isto é, a idolatria por uma denominação religiosa. Cristo nem nome deu a Sua Igreja!

Adriano Portela é professor universitário e padre.

terça-feira, 21 de abril de 2015

A maldição: questão de fé, circunstância ou influência

     “Mas nenhum homem pode domar a língua. É um mal que não se pode refrear; está cheia de peçonha mortal. Com ela bendizemos a Deus e Pai, e com ela amaldiçoamos os homens, feitos à semelhança de Deus. De uma mesma boca procede bênção e maldição”. Esse trecho do livro de Tiago (3:8-10), junto com outras passagens bíblicas, incita a polêmica sobre a existência ou inexistência da maldição na vida das pessoas.


Charge extraída de http://mocidadeipi.blogspot.com.br/2010/04/bencao-ou-maldicao.html

     Quem acredita em maldição sustenta os argumentos no castigo divino para os desobedientes (Êxodo 20:5), no ato de Adão em pecar e causar o pecado na humanidade (Romanos 5:12), além de outros textos. Segundo o funcionário público Radamés Francisco Silva, “a maldição hereditária acontece desde a criação do mundo e aflige as gerações, a descendência, alguém da família”. Ele acrescenta que Noé amaldiçoou o filho Cam, resultando em uma sequencia maligna, ou seja, a maldição do povo cananeu afetou o continente africano e sua população. “A maldição também vem de pactos com o demônio. As pessoas podem se livrar dela fazendo oração e jejum com a ajuda de intercessores”, explica.


     Na própria Bíblia é possível encontrar citações que contestam a maldição, a exemplo de “o indivíduo que peca é que morre” (Ezequiel 18) e “a misericórdia de Deus se estende até mil gerações” (Deuternomômio 7:9). Na opinião do teólogo e professor Adriano Portela não existe maldição herdada, mas comportamentos autodestrutivos causados por traumas. “De repente uma mulher ouviu na infância que a vida conjugal dela seria infeliz e, quando ela casa, começa a apanhar do (a) companheiro (a). Acho que isso acontece porque essa mulher não se sente capaz de ser respeitada, então não é maldição, é um modo de agir condicionado a uma fraqueza psicológica”, garante.
     O ser humano é diverso, cada pessoa reage de modos diferentes sobre as situações. Enquanto os crédulos na maldição buscam meios para fazê-la findar, os não crédulos optam por um estilo de vida baseado na positividade.  

     Osvaldo Junior DRT BA 3612.

domingo, 19 de abril de 2015

Em busca de justiça social

     Redução da maioridade penal e extermínio da juventude negra. Essa foi a temática da celebração especial em comemoração ao Dia da Juventude, realizada na Paróquia do Bom Pastor (Salvador-BA) na noite do último dia 13. Participaram da missa denominações de matrizes afro, espíritas e expressões religiosas ecumênicas.
     Durante a celebração, as pessoas tiveram a oportunidade de refletir sobre fatores relacionados com a Proposta de Emenda Constitucional (PEC 171/93) que reduz a maioridade penal de 18 para 16 anos. Outro ponto discutido na ocasião foi o episódio conhecido em Salvador como a Chacina do Cabula, ocorrido em fevereiro deste ano. Segundo informações da Polícia Militar, os 12 jovens que estavam em um imóvel, localizado no bairro Cabula, demonstraram desobediência diante da chegada dos policiais. Houve confronto com tiros e todos os abordados faleceram. A Secretaria da Segurança Pública garante que os alvejados possuíam registro de antecedentes criminais.


     Segundo o Pároco Bruno Almeida, que esteve na Cabula participando de um ato contra as mortes, o foco do debate está errado. “Ninguém discute o porquê de tantos jovens se envolverem na criminalidade cada vez mais cedo. Acesso a saúde, subemprego, existem tantas formas de exclusões, nossa obrigação como cristãos é levantar os olhos para isso. Os jovens de classe média, brancos, não vão para a cadeia, tem bons advogados. Temos que nos colocar na posição do excluído, ser sal da terra e não aceitar o que ele fez errado, pelo contrário”, observa.
  


Texto: Osvaldo Junior DRT 3612 BA

Fotos: http://revistablacklifebrasil.blogspot.com.br/2015/03/apesar-do-governo-e-da-policia-ha-vida.html#.VTRnNiFViko

segunda-feira, 13 de abril de 2015

NÃO à redução da maioridade: PEC 171/93 - Justiça ou Vingança?

Uma reflexão das Igrejas e Organismos Ecumênicos - Fórum Ecumênico ACT Brasil


 “Crucifica-o, crucifica-o” foi o grito que se escutou ontem (31 de março) quando, por 42 votos a favor e 17 contra, a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara votou favorável à admissibilidade da PEC 171/93, que reduz a maioridade penal de 18 para 16 anos. Esta aprovação pode, de maneira arriscada, abrir precedentes para o enfrentamento a outras cláusulas pétreas da Constituição, como a garantia de Direitos Humanos.

Em um país onde o sistema carcerário é falido e as prisões mostram-se como centros de tortura e de tantas outras violações de direitos, sem a reabilitação como um horizonte possível; aliado ao fato de que a maioria desta juventude é jovem, pobre e negra, algo que revela o racismo institucional que estrutura a segurança pública em nosso país, esta notícia é profundamente lamentável. 

Pesquisas mostram que do total de homicídios cometidos no Brasil nos últimos 20 anos, apenas 3% foram realizados por adolescentes. Em 2013 foram apenas 0,5%. Por outro lado, são os jovens (de 15 a 29 anos) as maiores vítimas da violência. Em 2012, entre os 56 mil homicídios em solo brasileiro, 30 mil eram jovens, em sua maioria negros e pobres.

Antes de se pensar em punir e trancafiar os jovens em presídios superlotados, é preciso garantir políticas públicas que ofereçam à juventude: educação de qualidade, saúde, lazer, perspectivas de trabalho. Trata-se, primeiro, da efetivação de duas importantes cartas de direitos: o Estatuto da Criança e do Adolescente e o Estatuto da Juventude, uma legislação que é reconhecida como modelo pela Organização das Nações Unidas (ONU). O caminho escolhido pela Comissão de Constituição e Justiça - com o decisivo apoio do presidente da casa Eduardo Cunha - sem um diálogo efetivo com a sociedade e com movimentos organizados, coloca-se como saída para a redução da violência, mas consideramos esta proposta uma falácia. Há exemplos na Alemanha e na França que mostram o contrário. Após reduzir a maioridade penal, a violência não diminuiu e estes países voltaram atrás em sua escolhas.

Neste debate, muitos mitos foram construídos, encobrindo marcas da realidade. Além dos citados anteriormente, um outro é a sensação de impunidade. No Brasil, as(os) adolescentes que cometem atos infracionais cumprem medidas socioeducativas a partir dos 12 anos. Por essa escolha, o nosso país é uma das nações que mais cedo aplica tais atos em todo mundo. Junto a isto, ao pensar no cumprimento da justiça, não podemos estar orientadas(os) pela lógica da vingança e do ódio, mas da reintegração e ressocialização, colocando sobre o estado o compromisso com políticas públicas para a juventude.

Diante do exposto, as igrejas e organismos ecumênicos que compõem ao Fórum Ecumênico Brasil (FEACT-Brasil) vêm a público manifestar seu repúdio à aprovação, em primeira instância, da redução da maioridade penal defendidas por alguns setores da sociedade e em tramitação no Congresso Nacional. Reafirmamos a necessidade de que a legislação em vigor aplique as medidas socioeducativas já previstas em lei de maneira eficaz junto às (aos) adolescentes infratores, a fim de que possam retornar ao convívio da sociedade sem se tornarem uma ameaça e um estigma, mas cidadãos plenamente reintegrados. 

Reafirmamos nossa posição: não à redução da maioridade penal! 

Fórum Ecumênico ACT Brasil

segunda-feira, 6 de abril de 2015

Aniversariantes de abril

http://agazetadigital.blogspot.com.br/2014/04/fatidico-aniversario.html

ÂNGELA: 10
FERNANDO: 17
ONÃ: 25
OSVALDO CAPINAN: 26

sexta-feira, 3 de abril de 2015

Boletim Paroquial 156

     
http://www.mesquitacomovai.com.br/religiao/

     Estamos na Páscoa, tempo de pensar sobre os acontecimentos que se entrelaçam com a morte e ressurreição de Cristo. Foi através desse milagre que Deus nos deu a chance de experimentar uma aliança de vida, perdão e renovação. Essa é a natureza do Messias, “Eis que estou com vocês todos os dias até o fim do mundo” – está escrito em Mateus 20:28b. 
     Neste domingo (5) às 9 e 45 da manhã, acontece o culto de Páscoa, com distribuição da Santa Ceia. Logo após, a mestre cuca Tuane oferece o almoço comunitário, onde todos são livres para doar sobremesas ou bebidas. 
     Um fraterno e acolhedor abraço de nossa comunidade,


Paróquia Anglicana do Bom Pastor
End.: Rua Travasso de Fora, 92 - Bonfim - Salvador - Bahia – Brasil
Facebook: https://www.facebook.com/paroquiaanglicana.bompastor
E-mail: anglicanosnabahia@gmail.com
Blog: http://www.anglicanosnabahia.blogspot.com
Pároco: Rev. Bruno Almeida, IEAB
Contatos:
(71) 8835-4208 (oi)
(71) 9129-4942 (tim)
(71) 9630-8131 (vivo)
(71) 8319-6998 (claro)
Skype: revbruno.almeida

Mensagem de Páscoa do Bispo Primaz, Dom Francisco: CLIQUE AQUI.

quinta-feira, 2 de abril de 2015

Liturgia Matutina da Paixão do Senhor nos Lares - DOWNLOAD


Disponibilizamos o link para Donwload da Liturgia Matutina da Sexta-feira da Paixão. Você poderá preparar cópias para a celebração no seu lar. A liturgia foi inspirada no Ofício Divino das Comunidades e no nosso Livro de Oração Comum. Recomendamos que seja realizada antes do almoço.


Paz e Bem,
Rev. Bruno Almeida .

DOWNLOAD AQUI ! 4 SHARED