terça-feira, 21 de abril de 2015

A maldição: questão de fé, circunstância ou influência

     “Mas nenhum homem pode domar a língua. É um mal que não se pode refrear; está cheia de peçonha mortal. Com ela bendizemos a Deus e Pai, e com ela amaldiçoamos os homens, feitos à semelhança de Deus. De uma mesma boca procede bênção e maldição”. Esse trecho do livro de Tiago (3:8-10), junto com outras passagens bíblicas, incita a polêmica sobre a existência ou inexistência da maldição na vida das pessoas.


Charge extraída de http://mocidadeipi.blogspot.com.br/2010/04/bencao-ou-maldicao.html

     Quem acredita em maldição sustenta os argumentos no castigo divino para os desobedientes (Êxodo 20:5), no ato de Adão em pecar e causar o pecado na humanidade (Romanos 5:12), além de outros textos. Segundo o funcionário público Radamés Francisco Silva, “a maldição hereditária acontece desde a criação do mundo e aflige as gerações, a descendência, alguém da família”. Ele acrescenta que Noé amaldiçoou o filho Cam, resultando em uma sequencia maligna, ou seja, a maldição do povo cananeu afetou o continente africano e sua população. “A maldição também vem de pactos com o demônio. As pessoas podem se livrar dela fazendo oração e jejum com a ajuda de intercessores”, explica.


     Na própria Bíblia é possível encontrar citações que contestam a maldição, a exemplo de “o indivíduo que peca é que morre” (Ezequiel 18) e “a misericórdia de Deus se estende até mil gerações” (Deuternomômio 7:9). Na opinião do teólogo e professor Adriano Portela não existe maldição herdada, mas comportamentos autodestrutivos causados por traumas. “De repente uma mulher ouviu na infância que a vida conjugal dela seria infeliz e, quando ela casa, começa a apanhar do (a) companheiro (a). Acho que isso acontece porque essa mulher não se sente capaz de ser respeitada, então não é maldição, é um modo de agir condicionado a uma fraqueza psicológica”, garante.
     O ser humano é diverso, cada pessoa reage de modos diferentes sobre as situações. Enquanto os crédulos na maldição buscam meios para fazê-la findar, os não crédulos optam por um estilo de vida baseado na positividade.  

     Osvaldo Junior DRT BA 3612.