quinta-feira, 26 de maio de 2016

Opinião







Patrícia Valim

     A Igreja Batista Nazareth (Salvador/BA) é uma comunidade cristã que, dentro das possibilidades, luta contra as formas de opressão social. Nesse contexto, o grupo costuma organizar um encontro chamado Jantar Teológico, onde os ouvintes assistem a uma palestra e ao final, todos participam de um jantar. 
     Na noite do último dia 21, a janta teológica tratou das Famílias Brasileiras na Atualidade, Diversidade e Predominância, sob a tutela da historiadora Patrícia Valim. A militante concentrou a argumentação na monoparentalidade feminina. Dentro da realidade brasileira, a mulher negra, classe baixa, solteira, viúva, abandonada, separada e com filho (s) é a que forma o contingente.  
     Para exemplificar esse grupo social vulnerável, Valim relatou que tais mulheres se casavam com traficantes de escravos no Brasil do século XVI. Ao traçar a perspectiva da situação contemporânea, a palestrante citou os casos da Irlanda e Canadá, países que reconheceram publicamente terem obrigado mães solteiras a colocar os próprios filhos para adoção. 


     Outro ponto substancial da fala da historiadora se referiu ao Estatuto da Família no Brasil. O documento apenas reconhece o formato pai – mãe (com filhos) como modelo de família, ignorando as demais configurações, a exemplo da família bi-racial, multi-racial, homoafetiva e até aquela pessoa que mora sozinha. O impacto negativo da invisibilidade das outras famílias brasileiras, certamente impede a ampliação de políticas públicas voltadas para esses cidadãos, os quais votam e pagam impostos.
     Após a explanação, Valim respondeu os questionamentos da plateia. Curiosamente, uma das espectadoras – jovem negra – declarou estar admirada por atestar que uma mulher branca, classe média, pudesse dominar o assunto, sobretudo acerca da monoparentalidade feminina. Dias atrás escutei uma artista trans afirmar que somente atores trans podem viver personagens trans no cinema.
     Deixando a polêmica de representatividade das minorias para outra ocasião, creio que a palestra cumpriu a tarefa de multiplicar a reflexão sobre as mulheres solteiras com filhos que enfrentam desemprego, jornada dupla de trabalho, questões envolvendo aborto e afins. Por outro lado, a professora foi bastante parcial ao comentar sua insatisfação com o momento político brasileiro, aproveitando para relembrar os benefícios alcançados ao longo do governo petista.

Fotos e texto de Osvaldo Junior, jornalista.

domingo, 8 de maio de 2016

Oração do Milho - Cora Coralina

jornalmulier.com.br

"Sou a planta humilde dos quintais pequenos e das lavouras pobres.
Meu grão, perdido por acaso, nasce e cresce na terra descuidada. Ponho folhas e haste e se me ajudares Senhor, mesmo planta de acaso, solitária, dou espigas e devolvo em muitos grãos, o grão perdido inicial, salvo por milagre, que a terra fecundou.
Sou a planta primária da lavoura.
Não me pertence a hierarquia tradicional do trigo. E de mim, não se faz o pão alvo, universal.
O Justo não me consagrou Pão da Vida, nem lugar me foi dado nos altares.
Sou apenas o alimento forte e substancial dos que trabalham a terra, onde não vinga o trigo nobre.
Sou de origem obscura e de ascendência pobre. Alimento de rústicos e animais do jugo.
Fui o angú pesado e constante do escravo na exaustão do eito.
Sou a broa grosseira e modesta do pequeno sitiante. Sou a farinha econômica do proletário.
Sou a polenta do imigrante e a miga dos que começam a vida em terra estranha.
Sou apenas a fartura generosa e despreocupada dos paiois.
Sou o cocho abastecido donde rumina o gado
Sou o canto festivo dos galos na glória do dia que amanhece.
Sou o carcarejo alegre das poedeiras à volta dos seus ninhos.
Sou a pobreza vegetal, agradecida a Vós, Senhor, que me fizeste necessária e humilde
Sou o milho".

sexta-feira, 6 de maio de 2016

Boletim Paroquial 175

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     É tempo de celebrar o Sétimo Domingo da Páscoa, dia onde também saudamos, carinhosamente, todas as mães. Neste domingo (8), a partir das 9 e 45 da manhã, a Bom Pastor abre as portas para dar continuidade à Semana da Oração Pela Unidade Cristã (SOUC). Participe, traga amigos, familiares, vizinhos, sorrisos, fé e o desejo de manter no coração a vontade de orar sempre, dividindo com Deus as alegrias e tristezas. Ao longo da missa será compartilhada a Santa Eucaristia e na sequência, será servido o almoço comunitário. Socialize seu dom culinário, oferecendo um prato ou sobremesa. Doações de bebidas são bem vindas. 

       Um fraterno e acolhedor abraço de nossa comunidade,

Paróquia Anglicana do Bom Pastor
End.: Rua Travasso de Fora, 92 - Bonfim - Salvador - Bahia – Brasil

Pároco: Rev. Bruno Almeida, IEAB
(71) 8319-6998 (claro)
(71) 9129-4942 (tim)
Skype: revbruno.almeida

quarta-feira, 4 de maio de 2016

Unindo forças através da oração

www.conic.org.br
     "Não é difícil perceber que a desunião entre as Igrejas cristãs é um escândalo que prejudica a própria pregação do evangelho. Quem vê, de fora, Igrejas em oposição fica com a triste impressão de que estamos disputando espaço em vez promover o projeto de Jesus. A união faz a força – diz o provérbio bem conhecido. Na mesma proporção a desunião produz fraqueza. Igrejas unidas terão mais condição de..." LEIA MAIS