quarta-feira, 30 de novembro de 2016

Boletim Paroquial nº 184

 O Bispo Diocesano João Câncio Peixoto Filho estará na Bahia para cumprir agenda oficial. A visita inicia na Missão Cristo Rei, bairro Santa Terezinha, município de Alagoinhas, na próxima sexta-feira (2). Segundo informações do Diácono Glauber Santos, responsável pela missão, "às 6h da tarde teremos um chá e em seguida começa a missa eucarística a partir das sete da noite".

Rev. Glauber (dir) e o Emérito Josafá Santos no culto inaugural da Cristo Rei. Crédito: Capinan Jr.

  Na tarde de sábado (3), a partir das 4h da tarde, Dom Peixoto fará o reconhecimento de ordem do professor Adriano Portela dos Santos. O culto especial acontece na Escola Municipal João Marinho Falcão, localizado na Chácara São Cosme, bairro Olhos D’Água, na cidade de Feira de Santana.
  O encerramento da agenda pastoral vai ser com a ordenação do Funcionário Público Carlos José de Araújo ao Presbitério. A missa e a Oração Eucarística estão marcadas para o domingo (4) às 9h45, Domingo de Advento, na Paróquia Anglicana Bom Pastor, no bairro Ribeira, capital baiana.

Adriano na sua primeira missa em Santo Amaro (BA). Crédito: Antonio.

O Padre em romances

  Antes do cerimonial de reconhecimento das ordens de Portela, os convidados participam do coquetel de apresentação da obra O Padre Imoral: representação do padre na literatura (Século XIX), que será às 3h da tarde, também na Chácara São Cosme. O livro é o produto final da dissertação escrita por Santos para obter o grau de Mestre em Literatura e Cultura pela Universidade Federal da Bahia (UFBA).
  Há três anos o pesquisador escreveu uma monografia na especialização sobre como são apresentados os padres na literatura brasileira, estabelecendo uma análise dos religiosos que aparecem nos livros Eurico o Presbítero (Alexandre Herculano) e O Crime do Padre Amaro (Eça de Queirós). Ele explica que os estudos feitos na preparação da monografia serviram de base para finalizar a dissertação no mestrado, "só que comparando um romance brasileiro (o Missionário) e outro português (O Crime do Padre Amaro). Eu quero saber como e através de que processos os romances esteriotipavam os padres”, acrescenta ele sobre a dissertação.  

Ponto Missionário

  Adriano e a esposa Renata começaram a convidar amigos, parentes e vizinhos com o objetivo de praticar ofícios anglicanos nos lares, aos sábados pela tarde. As primeiras reuniões foram feitas no bairro Tomba (Feira de Santana/ BA) na Páscoa de 2015. Foi assim que surgiu a ideia de criar o Ponto Missionário Ressurreição do Senhor. 

Primeiro culto em Feira de Santana. Crédito: Capinan Jr. 

  A celebração oficial aconteceu em abril deste ano, na casa da professora Ana Maria Magalhães Bastos (63), bairro Jardim Acácia e foi presidida pelo Reverendo Bruno Luiz Teles de Almeida. Portela tem planos para “consolidar a identidade anglicana nos membros, tornar a comunidade conhecida na cidade e conseguir um local específico para o culto”, declara.
  Um fraterno e acolhedor abraço de nossa comunidade,

Paróquia Anglicana do Bom Pastor

End.: Rua Travasso de Fora, 92 - Bonfim - Salvador - Bahia – Brasil



Pároco: Rev. Bruno Almeida, IEAB

(71) 8319-6998 (claro)

(71) 9129-4942 (tim)

Skype: revbruno.almeida



Mãos para a obra de Deus

  

  A mão infantil é guiada pela mão que lhe deu a chance de conhecer o mundo. Uma das lições para se experimentar as maravilhas e dores deste planeta é o relacionamento com o Divino. Josefa Araújo e o filho iam participar da missa no Mosteiro de São Bento – centro de Salvador (BA) - aos domingos. “Eu perguntei a respeito da Eucaristia e minha mãe respondeu que os anjos colocavam as hóstias no sacrário a noite. Tempos depois descobri na catequese da Igreja Católica que essa história era apenas um jeito meigo de minha mãe explicar o mistério da Eucaristia”, narra o funcionário público e Diácono Carlos José de Araújo.
  Na adolescência, sentiu-se chamado ao ministério pastoral. “Nessa época frequentava a Igreja Presbiteriana do Brasil (IPB) e bebia dos estudos calvinistas transmitidos na Escola Dominical”, revela. Este soteropolitano, filho de Firmino Alves de Araujo, é graduado em Teologia e possui Licenciatura em Geografia pela Universidade Católica do Salvador. Quando estudava no Seminário Presbiteriano Francis Schneider descobriu a existência da Igreja Anglicana, mas só veio a conhecê-la em 2007.  
  Naquele ano, o Rev. Carlos participou de um simpósio sobre religião e cultura realizado no antigo templo da Pituba. ”Tive a oportunidade de conhecer uma comunidade inclusiva e militante na luta pelos direitos humanos e causas sociais. Eu agradeço muito ao Reverendo Bruno Almeida e a Ministra Pastoral Bianca Daebs por serem instrumentos de Deus na Paróquia Anglicana do Bom Pastor, e também ao nosso Reverendo Emérito Josafá Batista por sua história de luta na caminhada do Anglicanismo na Bahia" afirma. 
  No próximo dia 4 de dezembro, o Diácono será ordenado Presbítero Anglicano. Ele destaca que “essa mudança significa um aumento de responsabilidade diante do serviço de Deus e ao seu povo. Pessoalmente não mudei nada, continuo sendo o mesmo Carlos, irmão e servo”, observa. 

Por Capinan Junior - DRT 3612 BA.

domingo, 27 de novembro de 2016

Clamor pelo fim da violência contra as mulheres

http://sn.ieab.org.br/

  "Vivemos dias difíceis no Brasil, com o recrudescimento de uma onda de conservadorismo político, religioso e social, no qual as conquistas da sociedade desde a democratização no final dos anos 80 estão sendo revertidas de forma rápida e autoritária.
  Dentro desse espectro, temos uma séria reversão de valores, tais como a equidade de gênero e a banalização da violência contra as mulheres. As mulheres brasileiras têm construído a duras penas seu processo de empoderamento para enfrentar uma cultura que lhes atribui papéis de subserviência na família, no trabalho, nas igrejas e na sociedade. Avanços foram conseguidos com muita luta a partir dos diversos movimentos de mobilização que elas têm organizado. Políticas públicas muito recentemente no Brasil foram construídas mesmo com a resistência de uma elite machista, preconceituosa e preocupada apenas com seus interesses.
  A deposição da primeira mulher Presidenta da história do Brasil foi realizada por..." LEIA MAIS

quinta-feira, 24 de novembro de 2016

Ação combate racismo e discriminação religiosa


  Já está disponível a cartilha com a Portaria 880 (13 de junho de 2014) que organiza as atividades de assistência religiosa nas unidades de saúde administradas pela Secretaria da Saúde do Estado da Bahia (SESAB). A normatização de visitas de líderes religiosos e leigos tem o objetivo de respeitar as crenças do pacientes, controlar a entrada de instrumentos musicais, aperfeiçoar a cadastramento das entidades religiosas e outras providências semelhantes. 
  O lançamento do material aconteceu no auditório do Ministério Público (MP-BA) bairro Nazaré, em Salvador, na manhã do último dia 23. No encontro havia uma plateia composta por militantes de movimentos sociais e pessoas de diferentes expressões religiosas. A Paróquia Anglicana do Bom Pastor estava representada pelo Diácono Carlos Araújo. 

Carlos Araújo (Igreja Anglicana) e Sônia Mota (Presbiteriana Unida) 

  Durante a programação os participantes ouviram debatedores em duas mesas redondas. Cada mesa foi composta por funcionários do MP-BA, Sesab, Secretaria Estadual da Promoção da Igualdade Racial (Sepromi) e representantes das religiões afro e islamita. No primeiro momento, cada palestrante relatou sobre a importância do texto no combate a discriminação étnica e intolerância religiosa. Na outra rodada – já com novos palestrantes - eles contaram suas experiências pessoais nos momentos de distribuir a cartilha e de perceber como era a reação dos servidores, líderes religiosos, pacientes e familiares diante da nova regulamentação.


  Para o Coordenador do Centro de Referência de Combate ao Racismo e à Intolerância (Sepromi), Walmir França, “...o processo racial mata a nossa juventude e impede o crescimento dela...”, disse para ilustrar como a cartilha pretende evitar casos de preconceito de etnia nas enfermarias e leitos públicos do Estado.

Fotos e texto: Capinan Junior, DRT 3612 BA.       

sábado, 19 de novembro de 2016

Agenda azeviche

http://www.justicasocial.ba.gov.br/2016/11/1513/Secretaria-de-Justica-Social-realiza-atividades-em-celebracao-ao-Novembro-Negro-.htm

  "No mês em que se comemora o Dia da Consciência Negra – 20 de Novembro, a Secretaria de Justiça, Direitos Humanos e Desenvolvimento Social (SJDHDS) vai realizar um ciclo de atividades para fortalecer o debate sobre racismo institucional, intolerância religiosa, sexismo, extermínio da juventude negra, políticas sobre drogas e outras temáticas de cunho étnico-racial. A iniciativa, que acontece de 19 a 30 de novembro, vai promover também a oferta de serviços sociais para a população mais vulnerável e majoritariamente negra de Salvador.
  As ações itinerantes serão realizadas em..." CLIQUE AQUI

Mês da Consciência Negra - parte 1

Blog Edson Cláudia

  Brasil colonial, 20 de novembro de 1695. A data é marcada pela morte de um dos principais líderes do Quilombo dos Palmares, Zumbi. A comunidade estava situada no interior de Alagoas e era constituída de africanos fugidos do sistema escravista. De acordo com o escritor Nelson Ramos Barretto, Palmares tinha uma política opressora. “Zumbi mantinha escravos de tribos inimigas para os trabalhos do quilombo”, conta ele no livro Revolução Quilombola, Guerra racial, Confisco agrário e urbano, Coletivismo. Herói e vilão, a figura de Zumbi se torna símbolo de luta contra o preconceito de etnia, ressignificando o imaginário de falas, atitudes e ideias sobre negritude. Para ajudar no caminho que busca melhor compreender a relação entre raça, etnia, cor da pele e identidade, leia os depoimentos de personagens negros e negras deste país. Por Osvaldo Junior, repórter, DRT 3612 BA.  
  OJ: Seu trabalho é a formação de adultos, jovens e crianças, ensinando língua portuguesa e inglês. Você enfrenta discriminação por ser mulher negra?
  
  Estele Cardoso (Professora de escola pública): “Sim, infelizmente. É possível afirmar que há discriminação de gênero e de cor da pele, na mesma proporção. A maior tristeza é perceber que pessoas que fazem parte do teu dia a dia e dizem não ser racistas, pronunciarem  discursos de cunho racista e não se dão conta disso. Estava com uma amiga caucasiana, olhos verdes e cabelos loiros dias desse. Ela estava ao volante e sinalizou que iria entrar à direita, o motorista que vinha na via principal não deu passagem, após ele passar por nós, ela disse "poxa, ele não deu passagem, tinha que ser"... Deixou no ar... O motorista era negro. Do mesmo modo vemos discriminação contra mulheres e também contra pessoas que tem a orientação homossexual, transgênero e outras”.

  OJ: Você tem uma caminhada como pesquisadora na área educacional e teológica. Nessa trajetória, ainda se depara com situações que lhe discriminam pelo gênero ou cor da pele?

  Lílian Lira (Doutora em teologia): “Tenho aprendido cada vez mais com a interseccionalidade proposta pela pesquisadora afro-americana Kimberlé Crenshaw, a importância da imbricação entre gênero, raça e classe como fundamentalmente importantes para enxergar-me como sujeito que vive diariamente relações sociais maculadas pelas ideologias do racismo e do machismo. O racismo e o sexismo são ideologias muito presentes no quotidiano das relações sociais estabelecidas. Valer menos numa sociedade assim é um imperativo do sistema e independe de nossa vontade. De modo que sim, embora em menor grau, sou discriminada por ser mulher negra. No entanto, como mulher negra de pele clara, à luz do que anuncia a filósofa feminista afro-brasileira Sueli Carneiro, sinto-me menos vulnerável à discriminação racial que acomete muito mais às mulheres negras com maior percentual de melanina, já que o fenótipo, ou seja, que determina a cor da pele, define o grau de discriminação que se impõe sobre as pessoas”.


quinta-feira, 10 de novembro de 2016

domingo, 6 de novembro de 2016

Vigília


Mensagem do Primaz

http://sn.ieab.org.br/

   "Hoje, se celebra na tradição das famílias cristãs ocidentais, o inicio do ano do quinto centenário da Reforma Protestante iniciada por Martinho Lutero. Este movimento foi de suma importância para a vida da Igreja e trouxe consigo muitas e preciosas contribuições para uma Igreja diante de tantos desafios que exigiam uma profunda renovação na fé.
   Envio aos meus irmãos e irmãs luteranos a minha saudação em nome da Igreja Episcopal Anglicana do Brasil, agradecendo a Deus por seu testemunho de fé e sua prática baseada no sentimento de uma Igreja que afirma a singularidade de Cristo, a singularidade da fé e a imensurável graça de Deus como fundamentos da vida cristã.
   Vivemos outros tempos de diálogo, interação e de busca da..." LEIA MAIS