quarta-feira, 30 de novembro de 2016

Mãos para a obra de Deus

  

  A mão infantil é guiada pela mão que lhe deu a chance de conhecer o mundo. Uma das lições para se experimentar as maravilhas e dores deste planeta é o relacionamento com o Divino. Josefa Araújo e o filho iam participar da missa no Mosteiro de São Bento – centro de Salvador (BA) - aos domingos. “Eu perguntei a respeito da Eucaristia e minha mãe respondeu que os anjos colocavam as hóstias no sacrário a noite. Tempos depois descobri na catequese da Igreja Católica que essa história era apenas um jeito meigo de minha mãe explicar o mistério da Eucaristia”, narra o funcionário público e Diácono Carlos José de Araújo.
  Na adolescência, sentiu-se chamado ao ministério pastoral. “Nessa época frequentava a Igreja Presbiteriana do Brasil (IPB) e bebia dos estudos calvinistas transmitidos na Escola Dominical”, revela. Este soteropolitano, filho de Firmino Alves de Araujo, é graduado em Teologia e possui Licenciatura em Geografia pela Universidade Católica do Salvador. Quando estudava no Seminário Presbiteriano Francis Schneider descobriu a existência da Igreja Anglicana, mas só veio a conhecê-la em 2007.  
  Naquele ano, o Rev. Carlos participou de um simpósio sobre religião e cultura realizado no antigo templo da Pituba. ”Tive a oportunidade de conhecer uma comunidade inclusiva e militante na luta pelos direitos humanos e causas sociais. Eu agradeço muito ao Reverendo Bruno Almeida e a Ministra Pastoral Bianca Daebs por serem instrumentos de Deus na Paróquia Anglicana do Bom Pastor, e também ao nosso Reverendo Emérito Josafá Batista por sua história de luta na caminhada do Anglicanismo na Bahia" afirma. 
  No próximo dia 4 de dezembro, o Diácono será ordenado Presbítero Anglicano. Ele destaca que “essa mudança significa um aumento de responsabilidade diante do serviço de Deus e ao seu povo. Pessoalmente não mudei nada, continuo sendo o mesmo Carlos, irmão e servo”, observa. 

Por Capinan Junior - DRT 3612 BA.